TXT. Um olhar sobre o espírito do Chiado

3 10 2008

Emília Daniel Leitão (Ago-Set 2008)

Como mudou o Chiado desde a primeira vez que o vi, em 1970! Nessa altura, caminhava lentamente para a modernidade. Era já um centro cosmopolita, um bairro de contrastes, com muito movimento. Gostava de ficar no Café Chiado a observar o vaivém das pessoas que passavam apressadas, bem arranjadas. Ia ao Tatá Rodrigues para comprar tecidos, à Casa Batalha para os botões, ao Alexandre e ao Jerónimo Martins para as coisas de casa e invariavelmente à Livraria Bertrand.

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TXT. Viagem ao Chiado

18 09 2008

Patrícia M. Loureiro e Luísa Barata (Ago 2008)

Mais uma noite de copos no Bairro Alto. Jantamos na Primavera, onde a cozinha do Sr. Manuel, aqui radicado desde sempre, faz inveja a qualquer dona de casa alentejana que se preze. Seguimos para o Bartis, donde saímos depois de uma caipirinha e muito jazz. Continuamos a vaguear pelas ruas escuras do bairro. Cada vez mais pessoas enchem as vielas mal iluminadas, de copos na mão, sorriso na boca e muita conversa. A música da sucessão dos pequenos bares mal se ouve entre as vozes portuguesas e estrangeiras que se misturam.

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TXT. Muy pequeño, molto stronzi, and reasonably unimaginative Bericht über O CHIADO pour les nulls*

18 09 2008

João M. Nogueira (Ago-Set 2008)

Trinta e seis parágrafos, mil oitocentas e oitenta e seis palavras e oito mil novecentos e setenta caracteres, espaços não incluídos. Pensava eu precisar de 5.000 ou 10.000 caracteres para falar do Chiado, uma das zonas mais emblemáticas de Lisboa, mas o Chiado – já devia suspeitar – não se presta a números redondos e contas certas.

Sobre o Chiado abundam lugares comuns, mas este lugar no meio da cidade está longe de ser um lugar comum.

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TXT. Manifestos Que Ninguém Compreende

18 09 2008

Tiago Espanto (Ago 2008)

As palmas voltam ao Chiado. Um ilusionista de fato vermelho, profissional, ocupa a área que é quase sempre dos freelancers da esmola. Faz desaparecer o normal corrupio de gente do Largo do Chiado. Os transeuntes deixam de o ser. Param para ver a magia de rua inserida no Festival Lisboa Mágica.

E as palmas voltam-se para o Chiado. Há uns séculos atrás, o poeta da sátira, António Ribeiro Chiado, também fazia magia: a de transformar as feições dos rostos de quem o ouvia. Ainda hoje se ri, curvado para o espectáculo.
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